No dia 5 de novembro , na residência do Cel. João Leme, Presidente do Diretório Político, organizou-se a comissão Executiva de Escoteiros, formada por Cap. Jacinto Prado, vice-presidente do Diretório Político; Dr. Afonso Celso de Paula Lima, delegado de polícia; Francisco Jarussi e prof. Antonio Francisco Redondo, diretor do G.E Dr. Jorge Tibiriçá. Resolveu a comissão, para que no dia da inauguração daquela Sociedade em Bragança, fosse feita uma conferência por um delegado ou membro da Associação Brasileira de Escoteiros com o tema “Escotismo no Brasil”. (“O Imparcial”, nº58, ed. De 06/11/1917).
A primeira Tropa de escoteiros bragantinos era mantida por sócios, de início constituído por 116 pessoas entre homens e mulheres. Em 21/7/1918 em reunião da comissão é elaborado o estatuto da “A.E.B” é formada a primeira diretoria da Associação, assim constituída: presidente, Cônego José Carlos de Aguirre; vice-presidente Dr. Nicolau Asprino; 1º secretário, prof. Joaquim Theodoro da silva (prof. Quinzinho); 2º secretário, prof. Luiz Gonzaga de Vasconcellos Nardy. (“O Imparcial”, nº 173, ed. De 7/8/1918). “A.E.B” é filiada à Fundação Brasileira de Escoteiros ABE, em São Paulo e para dar necessária instrução militar aos escoteiros bragantino, veio para esta cidade, o sargento Benedito Fagundes, membro da Força Pública do Estado. Os exercícios eram efetuados no G.E “Dr. Jorge Tibiriçá”. A educação física estava a cargo do sargento Manoel José de Souza cujos exercícios eram dados a 100 escoteiros aproximadamente.
Nessa escola o Escotismo existiu até por volta do ano de 1930.
1946: Associação Bragantina de Escoteiros
Em fevereiro de 1946, sob a direção de Nestor Gonçalves, é reativado o movimento escotista, com a fundação da Associação Bragantina de Escoteiros – A.B.E ., com sede à Rua Cel Leme, nº 55 (atual nº 140).
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Nestor Gonçalves |
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Matéria Jornalística da época da fundação da Associação Bragantina de Escoteiros |
As finalidades eram de reunir a mocidade bragantina para uma disciplina construtora. A idade mínima era de 7 anos e a máxima 17. Na época, o movimento contou com estímulo de destacadas pessoas da cidade: Marcelo Stefani, interventor municipal (prefeito); prof. Lamartine de Moraes Rosa, diretor do G.E. José Guilherme; dr. João Marcílio , advogado e jornalista; sgto. Odilon Quadros, instrutor do Tiro de Guerra; dr. Felipe Siqueira Neto, fazendeiro e Zeferino Vasconcellos Filho, jornalista (que foi escoteiro nos anos de 1921-1925). Dentre os primeiros inscritos na novel Associação Bragantina, destaco os nomes de: Daniel Peluso, Carlos Fernandes Gomes, Ariovaldo de Oliveira, Lincoln Arnaud, Manoel Marques, Luiz Antonio Santangelo, Mauro Ramalho de Oliveira, João Moraes, Reguinel de Oliveira, Celso Piegaia, Elvio Alvarez Santiago, Rinaldo Sonsin, Jovair Duarte, Edson Rosa, João Contreras, Luiz Gonzaga de Moraes Leme, (escoteiros); Iolanda Pacitti, Mariângela Pimentel e Terezinha A. de Moraes (bandeirantes).
Por iniciativa do prof. Lamartine de Moraes Rosa, em março daquele ano, é fundada a Comissão de Escoteiros “José Guilherme“ com sede no referido estabelecimento de ensino, no recém inaugurado prédio no Bairro do Lavapés, e tendo como chefe-instrutor o Sr. Nelson Gonçalves. No mesmo ano de seu ressurgimento, dentro das comemorações da semana da Pátria, no desfile do dia 7, pela primeira vez, tomaram parte os escoteiros representantes da Associação Bragantina e do Núcleo José Guilherme. O número de filiações – de ambos os sexos – à Associação Bragantina, crescia pouco-a-pouco, o que propiciou em abril de 1947 à ABE, ser dividida dois núcleos, denominados: “Prof. Luiz Nardy”, sediado à rua Cel Leme, nº 4 e ‘José Guilherme” com sede no G.E. José Guilherme. A Associação Bragantina tinha sua biblioteca, e como órgão oficial o jornal “Flor de Liz”.
Em julho de 1947, o chefe Nestor Gonçalves – Chefe-geral dos escoteiros bragantinos, foi pela presidência da federação Paulista de Escoteiros, nomeado para o cargo de Delegado Técnico da Federação, junto a ABE. Em agosto daquele ano, a ABE pertencente ao Distrito de Bragança, da Região de São Paulo, tinha como comandante-geral, a chefe Celina M. Kawall, indicada pela Presidência Regional. Nesse ano foi criado o Departamento Feminino, vinculado a Diretoria da Cia. de Bandeirantes, dirigida por Benedita Gonçalves e outras senhoras, agregadas ao movimento como “bandeirantes” “A.B.E” é, desde sua fundação, filiada a “União dos Escoteiros do Brasil – UEB”.
1960: Grupo Escoteiro Pinhalzinho
No município de Bragança Paulista, num vilarejo que hoje é a cidade de Pinhalzinho, se formou o Grupo Escoteiro Pinhalzinho, no ano de 1960. Nessa época, a chefia era de responsabilidade de um militar, Sr. Sebastião Fraga. Alguns meses depois após a formação do grupo, em função de problemas de saúde, o mesmo mudou-se da localidade, e a experiência escoteira acabou durando menos de um ano.
Na curta existência desse grupo, várias atividades foram realizadas em conjunto com um outro grupo escoteiro da cidade de Socorro. Reuniam-se uma vez por semana, na casa do Chefe Fraga (próxima à Igreja velha, na atual cidade de Pinhalzinho), de onde planejavam todo tipo de atividades escoteiras. Chegaram a possuir uma fanfarra, com aulas recebidas de um professor, e participaram de vários desfiles. Esses dados foram obtidos por um senhor que participou desse Grupo como escoteiro, “José Marcelo Torricelli”.
